A internet das coisas (IoT) e os sistemas de alarme e detecção de incêndios

A internet das coisas – em inglês “Internet of Things”, ou simplesmente IoT – é um conceito que abrange uma série de dispositivos e que definitivamente você vai acabar ouvindo e muito! Seu principal objetivo é a conexão dos mais variados objetos encontrados em nosso dia-a-dia à rede mundial de computadores numa tentativa de tornar cada vez mais o mundo real e o digital um só.

A internet das coisas (Fonte: 1and1.com)

Um dos seus principais pontos é de que praticamente tudo pode ser conectado à internet, uma simples lâmpada da garagem de um prédio pode ser programada para acender-se à noite, próximo ao horário em que o morador chegar em casa do trabalho facilitando o trabalho de posicionar o carro na vaga. Um aspirador pode ser programado para limpar a casa quando seus habitantes lá não estiverem assim não perturbando ninguém, enfim as possibilidades são infinitas.

Um aspirador conectado à internet poderá informar ao morador quais cômodos da casa já foram limpos (Fonte: IT Universe)

E “surfando” nessa onda estão as centrais de alarme de incêndio com conexão remota. As centrais de incêndio são o cérebro do sistema de alarme e detecção de incêndios, são elas as responsáveis por coletarem e interpretarem os dados fornecidos por detectores de fumaça, de temperatura, acionadores manuais e automáticos entre outros. Uma vez detectada a situação de risco será a central de incêndio que nos permitirá identificar o foco de incêndio rapidamente. Em edificações de grande porte com muitos setores e compartimentação, essa detecção prematura pode ser a diferença entre a segurança e a tragédia. As centrais que contam com conexão remota, como o próprio nome indica, permite fazer esse controle não estando presente na edificação em questão, na verdade, basta ter acesso à internet em qualquer local do planeta.

Como isso acontece?  Como em um sistema convencional, todos os dispositivos de detecção e alarme devem ser conectados à central, esta deverá ter acesso à uma conexão de Internet. Ao conectar-se à rede, informações serão repassadas para um servidor seguro do próprio fabricante da central, sendo todas as informações encriptadas. Este servidor interpreta e lança os dados fornecidos pela central em tempo real para uma plataforma que permitirá ao usuário final facilmente acessá-las e interpretá-las através de seu tablet, smartphone ou computador.


O caminho das informações trocadas entre a central e o usuário final (Fonte: Bosch)

E quais as principais vantagens nisso?

A conexão segura e remota permite configurar a central à distância e garante a incolumidade dos seus dados. Pode-se por exemplo, mesmo não estão presente no local, configurar um novo detector de fumaça instalado ou mesmo alterar os parâmetros de medição de um ambiente que tenha seu uso modificado. Imagine por exemplo um ambiente que inicialmente tinha sido projetado para ser um escritório, seja transformado então em uma cozinha. A nova condição de uso, com a geração de vapores devido à cocção e preparo dos alimentos, poderá levar os detectores do local a darem falsos alarmes, desacreditando o sistema. Com essa central pode promover-se a calibração e reconfiguração desses dispositivos à quilômetros dali.


A comunicação entre dispositivos de detecção, central e a internet (Fonte: Bosch)

Manutenções mais eficientes e econômicas. Com a leitura completa de todos os pontos simultaneamente e a rica base de dados gerada por esse tipo de central, pode-se identificar sem nem ir ao local, quais pontos do sistema de alarme e detecção está próximo do seu período de manutenção ou mesmo troca. Isso é crucial na segurança contra incêndios, a norma brasileira, exige por exemplo que 25% dos pontos do sistema de alarme e detecção passem por manutenção à cada 3 meses, completando assim 100% da rede em 1 ano. O problema é que por muitas das vezes, um dos dispositivos pode vir a deteriorar-se ou ter sua medição prejudicada devido à sujeira antes disso. Imagine como isso pode ser perigoso em uma fábrica, com diversos pavilhões e centenas ou até milhares de dispositivos instalados. Com a central remota as manutenções podem ser feitas sempre a partir dos pontos mais críticos o que economiza custos à quem é responsável pela manutenção e garante a segurança do prédio e de seus usuários. A central pode também gerar um relatório do histórico de manutenções realizadas, documento este que pode ser apresentado aos bombeiros como prova da correta manutenção realizada quando no momento da renovação do alvará do empreendimento.


Plataforma de acompanhamento em tempo real dos dados gerados pela central (Fonte: Bosch)

E por último, porém não menos importante estão os alertas remotos em caso de sinistro. Imagine por exemplo um incêndio que inicie-se em um depósito de madrugada em um momento que nenhum trabalhador esteja no local. Ou mesmo em um data center, responsável pela gestão de dados e armazenamento de informações de uma multinacional. A central com conexão remota permitirá que ou o proprietário ou o responsável pela manutenção do local rapidamente identifique a emergência através de uma simples mensagem SMS ou e-mail, em qualquer local com acesso à rede móvel, podendo assim agir o quanto antes na solução do problema.

Fontes: https://www.techtudo.com.br/listas/2018/08/o-que-e-internet-das-coisas-dez-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-iot.ghtml

https://www.infowester.com/iot.php

https://media.boschsecurity.com/fs/media/pb/media/products_1/remoteservices_1/remote_services_handbook.pdf

https://www.boschsecurity.com/xc/en/products/fire-alarm-systems/new-products/remote-services/

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