Detectores de gás: um aliado na segurança da sua família

Um dos pontos mais críticos das instalações prediais são sem dúvidas as redes de gás. Da central de gás, até os pontos de consumo já dentro das unidades habitacionais, são diversos os componentes, com diferentes exigências e cuidados no que diz respeito à instalação e manutenção. Aliado a isso temos o fato de que o uso de aparelhos a gás tem crescido em quantidade e variedade, no mercado atualmente, temos diversos modelos de aquecedores, fornos, fogões, churrasqueiras, lareiras e até secadoras de roupa que usam gases combustíveis (GLP ou GN) na sua operação. Por desconhecimento das pessoas, muitas das vezes a manutenção desses aparelhos e dos pontos de conexão entre eles e a rede de gás pode ser deixada de lado, itens como os engates flexíveis por exemplo, possuem vida útil e independentemente da forma e quantidade de vezes que forem utilizados, ao final desse prazo devem ser substituídos. Relegar esses reparos pode expor você e sua família a um eventual vazamento de gás, o que em certas condições de confinamento pode ser desastroso, ainda que os gases combustíveis apesar de incolores apresentam odores característicos, pequenos vazamento podem passar despercebidos ao olfato humano.

Um dispositivo que pode aumentar a segurança nos locais de consumo de gás são os detectores de gás. De maneira simplificada, seu funcionamento envolve uma corrente elétrica que varia de acordo com a presença de gases diferentes do oxigênio, quando os sensores percebem essa variação, o sensor indicará que naquele ambiente há então um vazamento de gás.

Detector pontual de gás (Fonte: Abafire)

Detector “Controlgás” (Fonte: Emmeti do Brasil)

No mercado existem diversos modelos disponíveis e muitos inclusive de instalação simplificada. Há modelos com sirenes, que disparam ao detectar um vazamento e alertam os moradores sobre uma ocorrência.

Os sensores que contam com relés podem ser utilizados em conjunto com centrais de alarme para disparar o alarme do restante da edificação, bloquear portas e outros tipos de automação de segurança. Há também a opção de serem conectados à válvulas elétricas de gás, que se fecharão em caso de defeitos na rede de gás e interromperão o fluxo. A interligação com centrais de alarme é altamente recomendada em rede com muito pontos de consumo e grande área de abrangência, como praças de alimentação ou edifícios residenciais, pois permitirá a rápida identificação do local exposto à riscos. Deve ser observado também o tipo de central de alarme com a qual o sensor se comunicará, convencional ou endereçável. As do tipo endereçável necessitarão, geralmente, de um módulo de comunicação entre esta e o sensor.

Válvula elétrica para gás (Fonte: Emmeti do Brasil)

Eles podem ser instalados em hall de circulação comum, próximos aos shafts do medidores de gás do pavimento. Outra opção é dentro dos ambientes onde será feito o consumo do gás propriamente dito, como salões de festas, cozinhas ou lavanderias. Deve-se sempre ter cuidado para posicioná-los em um local que não venha a ser obstruído pela instalação de móveis ou outros aparatos. Também recomenda-se instalar os dispositivos à pelo menos 80cm dos pontos de consumo, distâncias menores que essa podem gerar “falsos” disparos sempre que os aparelhos forem acionados.

Não instalar os detectores pontuais a menos de 80cm dos pontos de consumo (Fonte: Abafire)

Por último, deve-se ter conhecimento prévio do gás para o qual a rede está sendo projetada. O gás liquefeito de petróleo (GLP) é mais denso que o ar, logo tende a acumular-se primeiramente em locais mais próximo do piso. Já o gás natural é menos denso que o ar e tende a acumular-se mais próximo ao teto. Logo em uma instalação que faz uso de GLP os sensores deverão ser preferencialmente instalados mais próximos ao piso, cerca de 30cm, para GN essa distância é dada do teto.

Altura de instalação dos detectores pontuais de acordo com o gás utilizado (Fonte: Abafire)

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