Plano de emergência: o que é e pra quê serve?

Olá! Você já ouviu falar sobre os planos de emergência? Não? No post de hoje vamos te ajudar a entender o que eles são, qual sua função e suas principais características.

 

O plano de emergência assim como os extintores e hidrantes, por exemplo, é um sistema preventivo de incêndio e é exigido de acordo com o tipo de ocupação e área de uma edificação. Para saber se a sua edificação precisa ou não dele é importante consultar a Instrução Normativa 01 que regulamenta os sistemas preventivos exigidos para todos os tipos de imóveis. Já a legislação estadual que trata especificamente sobre os planos é a IN031. Na esfera nacional, temos a NBR 15219/2005 – Plano de Emergência Contra Incêndio – Requisitos.

Muito mais do que apenas aqueles mapas de riscos distribuídos pelos ambientes o plano de emergência deverá ser sempre formado por 4 itens:

I – Descrição dos procedimentos básicos na segurança contra incêndio;

II – Descrição de exercícios simulados;

III – Plantas de emergência;

IV – Programa de manutenção dos sistemas preventivos;

Vamos entender um pouco mais sobre cada um desses itens.

 

DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS BÁSICOS NA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

 

Nesse trecho do plano o profissional deverá descrever como os habitantes/usuários do imóvel deverão atuar em um caso de emergência, as instruções devem orientar as pessoas sobre itens como:

– Alertas: dada uma situação de risco, deverá qualquer um que o identificar agir de forma a alertar os demais ocupantes, seja através do sistema de alarme e de outra forma sobre o sinistro em andamento.

– Análise da situação e combate ao incêndio: as pessoas devem ser orientadas quanto aos sistemas preventivos existentes em uma edificação para que, dada uma situação de perigo possam analisar e reagir da melhor maneira possível, fazendo uso do dispositivo mais adequado e da maneira mais sucinta possível. Devem constar no plano como e em que situação se deve usar cada dispositivo. Como operar um extintor, alarme, etc. são informações que devem estar descritas nessa etapa.

– Apoio externo: os habitantes também deve receber instruções quanto a como proceder na busca por apoio externo em uma situação de emergência. Para isso, deve-se telefonar para o Corpo de Bombeiros local e informar dados como: qual a situação de emergência, endereço completo do imóvel, pontos de referência, se há vítimas no local, entre outas coisas.


Todos os habitantes devem conhecer ou ter acesso facilmente ao número do Corpo de Bombeiros (Fonte: CBMMS)

– Elminar riscos: cabe ao profissional identificar e orientar as pessoas sobre os riscos existentes em uma edificação e como proceder para fazer o isolamento destes. É o caso dos registros das centrais de GLP, locais de estocagem de materiais inflamáveis, dos disjuntores nos medidores de energia entre outros.

– Abandono de local: através da definição de pontos de encontro, o plano orientará e conduzirá as pessoas para locais seguros em caso de riscos através dos caminhos mais curtos e seguros.

– Primeiros-socorros: devem ser descritos procedimentos básicos de primeiro socorros para que às vítimas possam receber um pré atendimento, que as auxiliará a manter suas funções vitais até a chegada dos bombeiros. Essas ações podem ser o diferencial entre a vida e a morte numa situação de perigo.

É muito importante que todos os habitantes tem noções básicas de primeiros socorros, isso pode fazer a diferença numa situação de risco (Fonte: instantservices.co.uk)

– Isolamento da área: devem ser descritas formas de se isolar uma área com um sinistro em andamento de forma a evitar ou pelo menos retardar a propagação das chamas até a chegada da corporação mais próxima. Essa ação visa também evitar que as pessoas entrem ou trafeguem por locais de risco.

Também é fundamental que o plano contemple ações específicas de abandono de local para pessoas com mobilidade reduzida ou portadoras de necessidades específicas, descrevendo locais de refúgio e rotas acessíveis.

 

DOS EXERCÍCIOS SIMULADOS

 

Nesta parte do plano devem ser descritos os exercícios que simularão uma situação de sinistro na edificação. O objetivo desses exercícios é habituar os habitantes aos procedimentos a serem tomados nesses casos, para que caso uma emergência ocorra seja evitada ou pelo menos reduzida as falhas nos procedimentos de segurança. É obrigatório que estes exercícios sejam realizados no mínimo duas vezes por ano sendo uma dessas vezes sem o aviso prévio da população de forma a garantir que a reação das pessoas no exercício seja a mais próxima da em um caso real.

Exercícios simulados visam preparar as pessoas para uma situação real de perigo (Fonte: DNSul)

Caso julguem necessário e de acordo com a agenda da corporação local, os bombeiros poderão ser convidados a participarem desses exercícios, mediante solicitação prévia. Tal medida permitirá que os bombeiros analisem os procedimentos em um caso prático, sugerindo mudanças e melhorias de maneira preventiva.

Se possível, vale até envolver a corporação de bombeiros local na realização dos exercícios (Fonte: ClicRBS)

Os responsáveis pelos exercícios deverão também manter registros das atividades, computando informações como: data, hora, falhas operacionais, comportamento das pessoas, tempo gasto no abando da edificação, etc.

 

PLANTA DE EMERGÊNCIA

 

A planta de emergência é um mapa de fácil e rápida compreensão que deve auxiliar os habitantes da edificação a se localizar no imóvel e localizar sistemas preventivos, fontes de risco, rotas de fuga e outros itens relevantes em uma situação de emergência.

É fundamental que a planta seja o mais verossímil e atualizada possível. O projetista deve levar em conta que em uma situação de risco as pessoas terão pressa e deverão reconhecer as informações da maneira rápida e fácil.

Modelo de planta de emergência (Fonte: interfire.pt)

A quantidade e localização das plantas também deve constar no projeto preventivo de incêndio.

Caso sejam alterados layouts internos ou novas situações de risco sejam criadas, as plantas deverão ser revistas para contemplar tais informações.

 

PROGRAMA DE MANUTENÇÃO DOS SISTEMAS PREVENTIVOS

 

Tão importante quanto a instalação dos sistemas de prevenção contra incêndios é a manutenção deles, uma vez que dada uma situação de emergência é fundamental que além do sistema estar ali presente, que ele possa funcionar adequadamente.

Cabe ao profissional responsável pela elaboração do plano, descrever rotinas, frequência e forma de manutenção dos diversos itens, indicando quando substituir aparelhos e parâmetros para mantê-los operacionais.


Tão importante quanto a instalação dos sistemas é a manutenção deles (Fonte: Pevinsa)

A adequada manutenção garante redução de custos uma vez que pode-se prolongar a vida útil de dispositivos que forem inspecionados e revisados periodicamente. Mais importante ainda é que somente através da correta manutenção garantiremos que todos os sistemas estarão funcionando caso uma emergência tenha início.

Infelizmente, verifica-se na prática que os sistemas preventivos têm sido instalados com a única e exclusiva função de obtenção dos alvarás e licenças de operação. Revisar, reparar e garantir que os sistemas estejam sempre em condições ideais de funcionamento é crucial tanto para a preservação das vidas quanto para a do patrimônio.

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